Cerca de 50 mil bares e restaurantes foram fechados no estado de SP desde abril, diz associação
Mesas interditadas para manter distanciamento durante reabertura de bares e restaurantes em SP
Compartilhe

Segundo a Abrasel, só na capital paulista 12 mil estabelecimentos foram fechados durante o período.

Cerca de 50 mil bares e restaurantes foram fechados no estado de SP desde abril, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL-SP). Apenas na capital 12 mil estabelecimentos foram fechados durante o período. Se for levado em conta que, em média, cada restaurante tem de seis a oito funcionários, concluiu-se que o setor emprega na cidade de São Paulo mais de 90 mil pessoas.

Os bares e restaurantes puderam reabrir na capital paulista no início do mês quando o município foi classificado na fase amarela do plano estadual de flexibilização gradual da economia, que autoriza a reabertura destes setores. Os estabelecimentos ficaram 104 dias fechados devido a pandemia do coronavírus. Já em regiões do estado que ainda estão fase 1 (vermelha) do Plano São Paulo os bares e restaurantes ainda não foram autorizados a reabrir.

A Prefeitura de São Paulo estabeleceu uma série de regras de funcionamento e protocolo sanitário para que os bares e restaurantes pudessem reabrir, entre eles, o horário de funcionamento por 6 horas diárias e a ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento. Nos restaurantes por quilo, o cliente não pode mais montar sua refeição sozinho. A comida deve ser colocada em um prato por um funcionário.

Fátima Afonso é proprietária de um restaurante self-service que ficou fechado por quatro meses e quando voltou a funcionar ela relata que as mesas ficaram vazias. O restaurante já chegou a vender 400 refeições, por dia, mas durante a pandemia o recorde foi de 15.

A proprietária diz que gastou R$ 10 mil para se adaptar às novas regras de higiene como medição de temperatura na entrada, máscaras e luvas para os clientes, distanciamento das mesas, entre outras coisas. A ideia é não demitir nenhum dos 13 funcionários, mas ela diz que está ficando inviável.

“Investi em outras coisas, como, por exemplo, disponibilizar para o cliente um kit pra ele levar pra casa, colocar na bolsa com álcool gel”, relata.

Fátima também afirma que não repassou nenhum desses gastos para os clientes e que até reduziu o preço do quilo.

“Eu reduzi o preço. O quilo antes era R$ 64 e agora tá R$ 59. Eu prefiro nem fazer o cálculo porque se eu fizer o cálculo é melhor eu estar em casa do que estar com o restaurante aberto”, disse.

Quando questionada sobre a razão de estar aberta, ela diz que espera que a situação melhore. “Na esperança que vai melhorar, que as pessoas vão voltar a vida delas, porque isso lhe foi tirado. Foi tirada a vida das pessoas”, afirma.

FONTE: G1

Compartilhe