Crime da mala: polícia encontra cabeça de mulher esquartejada
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A cada dia uma surpresa. Assim está sendo o crime da mala, que mobiliza a polícia desde sexta-feira (24/07) – quando um corpo esquartejado foi encontrado dentro de uma mala e em sacolas plásticas e bolsas, na Avenida Senhor do Bonfim, no Bairro Canaã, Região Norte de Belo Horizonte. Na segunda (27/07), foi encontrado o último pedaço do corpo, a cabeça de Rizomar Ribeiro da Silva, de 53 anos.

 

A cabeça e as vísceras estavam um lote vago no Bairro Asteca, em Santa Luzia. Estavam embalados em sacos plásticos, de um supermercado local. Continua depois da publicidade

 

A cronologia do crime mostra uma série de fatos macabros, que muito se aproximam de um filme de terror. Na sexta, uma mulher avistou uma mala, junto ao meio-fio na avenida e resolveu pegá-la, mas ao abri-la encontrou pedaços de corpos.

 

No sábado (25/07), os policiais com ajuda de câmeras de vídeo, conseguiram identificar a placa do Saveiro usado pelo homem que tinha deixado a mala, os sacos e bolsas espalhados no local. Foram até a casa dele, que tem um carro de aluguel. O homem contou que tinha sido contratado para fazer o despejo dos objetos.

 

Esse motorista levou os policiais até a casa da mãe do homem que o contratara – era também o local onde residia a vítima. O suspeito, de 30 anos, não estava. Os oficiais seguiram, então, para a casa do homem, e souberam que ele estaria numa igreja, onde foi preso.

 

Constatou-se que o homem tinha problemas mentais, era usuário de drogas e vinha frequentando o consultório de um psiquiatra. Além disso, ele tinha passagens pela polícia por estupro de incapaz.

 

Na segunda, a cabeça da vítima foi encontrada. Com isso, o corpo está integral, o que permitirá aos legistas realizarem exame mais detalhado. O caso é conduzido pela delegada Adriana Rosa, da Delegacia de Santa Luzia. Segundo ela, os últimos passos de Rizomar estão sendo reconstituídos.

 

Já se sabe, por exemplo, que ela trabalhava com a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A delegada espera pela conclusão dos exames no IML e também colher o depoimento do autor, para relatar o inquérito e remetê-lo à Justiça.

Fonte: Estado de Minas

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