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“…o país mais rico em clima, fertilidade e recursos naturais do mundo e um dos menos desenvolvidos…”

 

A formação da nossa sociedade remete à colonização feita com governantes déspotas e seus asseclas, muitos aventureiros, levas de imigrantes e contingentes de nativos coagidos, somados aos escravos transformados em anônimos cidadãos de última classe. Após a abolição sem planejamento ou inserção dos libertos, a população cresceu e se desenvolveu em absurda desigualdade e ausência permanente de infraestrutura, principalmente de educação e saúde, além de muita corrupção e desperdício de recursos pelos governantes, criando assim o embrião do que hoje somos.

Mais de 500 anos após a descoberta, mais de 300 anos depois da colonização, a quase 200 anos da independência e pouco mais de 100 anos da República, temos o país mais rico em clima, fertilidade e recursos naturais do mundo e um dos menos desenvolvidos econômica e culturalmente do continente. Fruto da incompetência recorrente e da falta de planejamento ou de um projeto de desenvolvimento, tornamo-nos o eterno país do futuro. Com passos lentos, mais pela necessidade das pessoas que da vontade dos governos, chegamos à condição de oitava economia do mundo com enorme desigualdade e péssima distribuição da riqueza.

As mazelas que se eternizam e se aprofundam com o passar do tempo e pela demanda crescente por mais serviços básicos nos mantém na condição de subdesenvolvimento, sem sequer haver reconhecimento do potencial e muito menos respeito de nossos parceiros comerciais, uma vez que os próprios brasileiros traem, subtraem, roubam e vendem nossa honra. Assim, chegamos ao século 21 em permanente desagregação, com as famílias em processo de extermínio, as comunidades desassistidas e as mazelas da criminalidade e das drogas em crescimento permanente.

O retrato do mínimo Brasil moderno e rico se contrapõe ao gigante Brasil miserável e corrompido. Desde as grandes até as pequenas cidades estamos assistindo a hordas de pessoas desvalidas, desnorteadas, sem objetivo e muito menos projeto de vida, a perambular pelos espaços públicos para saciar o vício. Jovens iniciados no crime como meio de sustento, filhos da classe média dependentes do álcool e muitos milionários envolvidos em organizações criminosas que permanentemente lesam a Pátria. Sem meios sequer para cuidar das pessoas, de abrigar as famílias, atender os idosos e oferecer dignidade às crianças, sonhamos com a riqueza sem perceber a desintegração que nos mantém em eterna pobreza.

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