Família impede enterro após barulho em caixão
Samu declarou que a mulher de fato estava morta e ela foi sepultada
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Agentes funerários, Polícia Militar, Bombeiros e Samu foram acionados

Familiares interromperam um velório na manhã de ontem por acreditarem que uma mulher de 60 anos, morta devido a complicações pela Covid-19, ainda estava viva. De acordo com relatos de testemunhas, durante a cerimônia, começou a fazer um barulho dentro do caixão e, assustados, parentes da mulher chamaram funcionários do cemitério para que abrissem a urna. Como os funcionários se recusaram, eles chamaram a Polícia Militar (PM), que acionou o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foram ao local e confirmaram que a mulher estava morta e tratava-se de espasmos.

O caso aconteceu por volta das 11h, no Cemitério Parque das Flores, na região do Satélite Íris, em Campinas. De acordo com a polícia, o chamado dizia que a mulher estaria sendo velada viva depois de ter sido dada como morta em decorrência do novo coronavírus. Segundo a família revelou à polícia, a mulher estava se debatendo dentro do caixão.

Relatos nas redes sociais de pessoas que participavam de velórios no local, confirmam que também ouviram barulhos altos no caixão e ficaram impressionados.

Uma moça, identificada como Sabrina Lucas, relatou que o pai trabalha como coveiro e teria relatado que “a mulher estava viva realmente, mas devido ter ficado muito tempo dentro do caixão ela veio a óbito por falta de ar e foi sepultada depois que o corpo de bombeiro constatou o óbito”. O Samu confirmou que foi no local e que a mulher de fato estava morta e que tudo não teria passado de um mal entendido.

A reportagem tentou contato com a família, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Uma testemunha confirmou o desespero da família e relatou que houve demora para liberação do corpo entre o hospital e Instituto Médico Legal (IML) o que ocasionou o acúmulo de gases.

O corpo estava em um saco dentro do caixão. Os parentes teriam aberto o caixão, o que não é recomendado em caso de morte pelo coronavírus. O serviço teria sido feito depois que os funcionários do cemitério fizeram a evacuação do local, ficando apenas dois representantes da família na sala. O sepultamento foi feito em seguida.

FONTE: Correio.rac

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