Homens da mesma família são presos por abuso sexual contra garota

Na manhã de sexta-feira (10), agentes do NPCA (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente) da Polícia Civil de Roraima, deram cumprimento a três mandados de prisão preventiva, em desfavor de três homens da mesma família: avô, pai e tio, acusados de abusar sexualmente de uma menina de 11 anos, todos de Boa Vista.

De acordo com informações prestadas pela delegada titular do NPCA, Jaira Farias, os presos são o pai da menina R. C. L., de 33 anos; o avô A. L., de 66 anos e o tio Z. C. L, de 45 anos.

A delegada esclarece que as investigações iniciaram em dezembro de 2019, quando a mãe da menina procurou o NPCA e fez o registro do Boletim de Ocorrência. A mãe contou que a filha relatou os abusos e disse que estava com a suspeita de estar grávida do próprio pai.

A delegada Jaira Farias disse que a menina morava com o pai há um ano. Na ocasião a garota foi encaminhada para atendimento médico e exame pericial no IML (Instituto Médico Legal).

“Em seu relato, a menina disse que vinha sofrendo abuso sexual por parte do pai diariamente. A menina disse ainda que uma cunhada do pai dela, chegou a dar um remédio caseiro para que a menina abortasse devido a suspeita da gravidez”, detalhou a delegada.

De acordo com a delegada, a menor disse ainda que o tio a abusava passando a mão em suas partes íntimas e que o avô também tentou estuprá-la.

“Tanto o pai, o tio, o avô e o tio foram ouvidos durante as investigações e negaram os abusos sexuais. Contudo, os exames de conjunção carnal confirmaram que a menina não é mais virgem e apontaram lesões em suas partes íntimas”, detalhou a delegada, acrescentando que a cunhada do pai da garota, acusada de dar o remédio a ela, também foi ouvida.

Quanto à gravidez, a delegada disse que não foi confirmada e que não se sabe se realmente ela abortou quando tomou o remédio caseiro. A garota foi encaminhada para atendimento psicológico pela equipe do NPCA e a guarda da garota está sob a responsabilidade da mãe.

A delegada Jaira Farias disse ainda que diante das provas representou pela prisão preventiva dos quatro (pai, avô, tio e a cunhada do pai), mas a Justiça só concedeu dos homens.

Eles foram conduzidos ao NPCA no início da manhã desta sexta-feira e, posteriormente encaminhados à Cadeia Pública, aonde permanecerão à disposição da Justiça.

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