Gabriela Martins da Silva, mulher que foi morta a tiros por um policial militar em uma avenida de Jaú (SP) na quarta-feira (30/09), pediu medida protetiva contra Leonardo Alencar um dia antes do crime. Ela estava acompanhada de uma amiga que também foi atingida.
A vítima de 32 anos registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal e descumprimento de medida protetiva na terça-feira (29/09). Além disso, Gabriela teria dormido na casa dessa amiga por medo do homem com quem tinha relação pessoal.
Fora a queixa, a mulher havia pedido outras ordens judiciais contra o policial, sendo a primeira em fevereiro. Após duas semanas, ela retornou à polícia pelo descumprimento da medida.
Dois dias depois, Gabriela voltou ao local e afirmou que havia retomado a relação com Leonardo. A medida, então, foi revogada.
No entanto, quatro meses depois, a vítima registrou um boletim de ocorrência de lesão corporal e descumprimento de medida protetiva e na época, ela recebeu auxílio da Casa da Mulher.
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Mulher foi morta a tiros em avenida em Jaú — Foto: Central da Notícia/ Reprodução
O crime
Segundo as investigações, o homem atirou de dentro do próprio automóvel em direção ao carro onde a vítima estava, acompanhada de uma colega de trabalho, na Avenida Lauro Fraschetti.
De acordo com o boletim de ocorrência, após os disparos, Leonardo se dirigiu à sede da 1ª Companhia da Polícia Militar de Jaú para se apresentar. No local, ele confirmou a autoria dos disparos e indicou que a arma utilizada estava dentro do automóvel.
A amiga que estava no banco do passageiro também foi atingida. Ela foi socorrida e encaminhada à Santa Casa de Jaú, onde passou por cirurgia e segue internada.
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Polícia isolou o local do feminicídio em Jaú — Foto: Central da Notícia/ Reprodução
A Perícia Criminal esteve no local do crime e o caso será investigado pela Polícia Civil. Em nota, a defesa do policial militar Leonardo Alencar disse que acompanha o caso e que, em um primeiro momento, não irá se manifestar.
Um vídeo gravado por trabalhadores de uma obra registrou o momento em que o homem foge do local logo após o crime.
Nas imagens, é possível ver o veículo do suspeito deixando o trecho logo após os disparos contra Gabriela e a amiga.
Velório e sepultamento
O velório de Gabriela teve início na tarde de quarta-feira (30/09) e segue até as 16h de quinta-feira (01/10), no Memorial Oswaldo Izatto, em Jaú. O sepultamento será realizado às 16h30, no Cemitério Municipal João do Rego, no distrito de Potunduva, em Jaú.
Fonte: g1
“NOTA À IMPRENSA
A advogada Joice Vanessa dos Santos, CEO da JV Advocacia Militar, que representa o policial militar envolvido nos fatos ocorridos na manhã de ontem, quarta-feira (30), em Jaú (SP), vem a público esclarecer o que segue.
Logo após o ocorrido, o policial apresentou-se voluntariamente na 1ª Companhia do 27º BPM/I e foi conduzido à Delegacia de Investigação Geral de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça, colaborando integralmente com as investigações. A defesa aguarda a decisão sobre a audiência de custódia.
A defesa lamenta profundamente o ocorrido, que resultou na morte de uma mulher e deixou outra pessoa hospitalizada, e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas.
Diferentemente do que vem sendo divulgado, a mulher não era ex-namorada ou ex-companheira do policial. Ambos mantinham uma relação pessoal reservada e conturbada.
O policial é casado, pai de duas filhas e não corresponde à imagem que vem sendo construída nas redes e na imprensa. Sua esposa e suas filhas não têm qualquer envolvimento com os fatos, e pedimos que sua privacidade seja respeitada. Pedimos cautela para que não haja pré-julgamentos antes da conclusão da apuração, em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Os fatos serão esclarecidos no momento e no foro adequados. A defesa permanece à disposição da Justiça e da imprensa.












