Municípios da Média Sorocabana negociam vacinas contra a Covid com empresa suspeita de fraude
Doses da vacina AstraZeneca foto: REUTERS/Sergio Perez
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Consórcio firmou acordo para aquisição de 500 mil doses do imunizante Oxford/AstraZeneca com empresa acusada de fraude pela própria indústria farmacêutica

O consórcio de municípios UMMES – União dos Municípios da Média Sorocabana -, que congrega 15 Prefeituras da região de Ourinhos, está negociando com o grupo empresarial Hilal Grup, da Turquia, a aquisição de 500 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca.

Entretanto, a empresa turca que atua prioritariamente no ramo de infraestrutura, mantém parceria com a organização norte-americana Akers Nanotechnology, acusada pela própria indústria farmacêutica AstraZeneca de fraude em negociações.

Segundo matérias na imprensa nacional, o Consórcio pretende comprar as 500 mil doses por quase 5 milhões de dólares – o equivalente a cerca de 27 milhões de reais.

Um pré-contrato já foi assinado pelo presidente da UMMES e prefeito de São Pedro do Turvo, Marco Aurélio Oliveira Pinheiro, que teria anunciado que a negociação está em andamento.

Em nota enviada à Folha de S.Paulo, que levantou o caso e teve acesso a cópia do contrato, a AstraZeneca informou que não negocia vacinas com empresas privadas, mas apenas para “governos e organizações internacionais”.

“Qualquer pessoa abordada por uma empresa privada que oferece a venda da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 deve considerar isso uma tentativa de fraude e recusar a oferta. Qualquer produto que seja oferecido dessa maneira não está autorizado pela AstraZeneca e deve ser considerado uma falsificação e inseguro para os pacientes”, disse o laboratório.

O presidente do Consórcio, Marco Aurélio, se manifestou sobre o caso para a Folha de São Paulo informando que levaria o posicionamento de possível fraude para uma reunião dos prefeitos e que o pré-contrato não firma qualquer compra, pois se trata apenas de uma intenção.

Nota publicada no site da UMMES informa que o pagamento pelas vacinas só seria feito com aprovação da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

FONTE: METRÓPOLES

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