“…que mais erros não sejam cometidos em nome do falso patriotismo que permeia a política…”
Ainda que os principais cargos políticos da nação sejam disputados pelos agentes profissionais escolhidos e formados pelos partidos, aqueles que se especializam e fazem carreira por meio das seguidas eleições que disputam e, quase sempre, eleitos graças ao sistema criado justamente para a manutenção dos mesmos, cada pleito é uma oportunidade oferecida ao eleitor para melhoria dos quadros existentes.
Como único meio de combater o sistema organizado para garantir o enriquecimento dos agentes públicos, o voto do cidadão consciente pode parecer pouco diante da necessidade de mudança, mas deve ser usado com sabedoria e discernimento.
Para que o voto seja de fato consciente, é preciso que o eleitor seja bem informado, não se deixe cooptar por uma ideologia, não use o direito democrático para apenas rejeitar e saiba escolher com base em valores universais de moralidade, caráter, honra e outros atributos cada vez mais escassos na sociedade em que vivemos.
Recusar os apelos fáceis usados pelos políticos em cada campanha, não acreditar em promessas vazias, observar o histórico pessoal e profissional do candidato e escolher os mais afinados com as verdadeiras necessidades da maioria, são algumas formas de votar bem.
Em tempos de desvalorização da informação séria, quando o bom jornalismo passa a ser questionado e os embusteiros são acreditados, resta ao eleitor apenas a própria intuição, baseada em valores culturais eternos, como a honestidade, a competência e a verdade, para fazer a melhor escolha.
Os desfraldadores de bandeiras coloridas, os repetidores de frases feitas e aqueles que usam a emoção para cooptar corações e mentes de inocentes são, invariavelmente, os mais falsos e perigosos que se apresentam como vendedores de ilusões e salvadores da Pátria.
Em tempo de comemoração da Independência do Brasil e muito próximos das eleições, cada brasileiro deve se acautelar de suas paixões, deixar de escolher com o coração e usar apenas a razão e a lógica como parâmetros, para que mais erros não sejam cometidos em nome do falso patriotismo que permeia a política partidária nacional.
Afinal, os verdadeiros patriotas são aqueles de visão mais pluralista do que individual, que defendem teses e projetos que atendem aos mais necessitados e que buscam a justiça social como principal parâmetro de melhoria da sociedade observada de forma coletiva e não individual.
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