“Peguei os cones emprestados para ensinar baliza a minha filha”, diz servidor do STF
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O advogado Fernando de Magalhães Furlan, servidor do Supremo Tribunal Federal (STF), diz que não furtou dois cones de um edifício na Quadra 300, do Sudoeste, como acusa o condomínio Via Buriti, que o denunciou à Polícia Civil.  “Apenas peguei os cones emprestados para ensinar baliza a minha filha”, diz ele.

Ele afirma que não sabia a quem pertencia os cones, que estavam largados no canto de um estacionamento. Normalmente, segundo ele, as pessoas responsáveis pela limpeza da quadra costumam deixar os cones em um determinado ponto. “Não foi minha intenção fazer nada errado, tanto que fiz tudo à luz do dia”, ressalta.

Os cones foram pegos por Furlan, que foi ministro do Desenvolvimento no governo de Dilma Rousseff, no fim da manhã do último sábado (22/08), conforme vídeo ao qual o Blog teve acesso. E devolvidos depois das 17h do domingo (23/08). O condomínio ao qual os cones pertencem fez um registro do sumiço por meio do sistema on-line da Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar a denúncia do furto.

“Peguei os cones emprestados com a intenção de devolvê-los. Não houve nada de errado”, reforça o servidor do STF. Ele conta que, na segunda-feira (25/08), por volta das 14h, recebeu uma ligação da 3ª Delegacia de Polícia, que o convocou para um depoimento.

Repercussão enorme na Esplanada

No mesmo dia, acompanhado de um advogado, o ex-ministro apresentou suas explicações ao delegado responsável pelo caso. Ele acredita que tudo será esclarecido rapidamente.

O caso ganhou uma repercussão enorme na Esplanada dos Ministérios, pois, além de ser servidor do STF, com salário mensal superior à R$ 25 mil, Furlan foi ministro de Estado e comandou o Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

“Estamos falando de uma pessoa muito conhecida em Brasília, com passagens por cargos importantes na Esplanada”, diz um ex-colega de trabalho de Furlan. “Além disso, estamos falando de um caso pitoresco, de acusação de furto de dois cones de um condomínio”, acrescenta.

FONTE: Correio Braziliense

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