Depois de quatro anos de uma busca angustiante, os restos mortais de Miguel da Cruz Bonfim Filho foram sepultados na manhã de sexta-feira (03/07), no Cemitério Municipal de Cândido Mota. Ele residia em Palmital e desapareceu em setembro de 2022, aos 41 anos. Dois anos depois, em 1º de setembro de 2024, uma ossada humana foi localizada na nascente da Água do Palmitalzinho, às margens da rodovia Nelson Leopoldino e ao lado do Clube Banespinha, em um trecho próximo à zona urbana de Palmital.
De acordo com registros policiais da época, a ossada foi encontrada pelo proprietário de um sítio, que relatou estar limpando um matagal próximo à nascente quando percebeu que um de seus cachorros carregava um osso na boca, acreditando inicialmente que fosse de um animal. Pouco depois, o cão retornou com um crânio humano.
O dono do sítio, então, foi até a área de mata junto à nascente do córrego e localizou as demais partes da ossada, além de uma blusa, uma camiseta e uma calça, que foram apreendidas. O agricultor acionou a Polícia Militar para atender à ocorrência. Os restos humanos foram recolhidos e encaminhados ao IML de Assis. A Polícia Civil também esteve no local, acompanhada pela equipe do Instituto de Criminalística, que realizou a perícia.
Durante as investigações, a Polícia Civil chegou até familiares de Miguel. Ao reconhecer as roupas encontradas no matagal, a irmã dele solicitou que o irmão Vanderlei Campos Bonfim, morador de Cândido Mota, realizasse o exame de compatibilidade genética. Após um ano, o resultado confirmou a identidade da ossada.
Apesar da dor da perda, a família encontra agora algum alívio por não conviver mais com a angústia do desaparecimento, podendo oferecer a Miguel o descanso eterno. Ele deixa os irmãos Vanderlei, Valéria, Valdecir, Valter e demais familiares.
Com informações d’O Diário do Vale












