Revoltado com suspeita de coronavírus, paciente cospe e dá soco em médico
Compartilhe

Um paciente com suspeita de coronavírus deu um soco em um médico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Sítio Cercado, em Curitiba, na quarta-feira (08/04). Além da agressão, o homem também cuspiu, jogou seu próprio sangue e tentou morder a equipe médica e os guardas municipais que o algemaram. O fato foi divulgado pelo Simepar (Sindicato dos Médicos do Paraná) e confirmado pela prefeitura.

 

A equipe médica da UPA relatou o caso em uma ata enviada à Secretaria Municipal da Saúde e Feas (Fundação Estatal de Atenção à Saúde. Todos mostram preocupação de terem sido contaminados pelo coronavírus, já que a doença pode ser transmitida por secreção, sangue, fezes e urina. Além disso, todos solicitaram  mais EPIs (equipamentos de proteção) à UPA.

 

Segundo o relato, o paciente estava aguardando leito para internação após ter tido uma amostra coletada para o exame para Covid-19. Ao ser informado que uma vaga estava disponível no Hospital Evangélico e que iria ser transferido, ele se irritou e disse que “não iria para lugar nenhum”.

 

Neste momento, uma das enfermeiras pediu a ajuda para o doutor Igor Kazuo Onaka. Contudo, o paciente se levantou e arrancou o acesso venoso. Ao ser informado que não poderia sair do local, o paciente ficou mais agressivo e disse que “ninguém iria segurá-lo”.

 

Depois, acertou um soco na cara do médico, criando ainda mais pânico no ambiente. Para completar, o homem, com o braço ensaguentado, espirrou sangue na direção da equipe médica, que estava apenas de máscara. Dois guardas municipais foram acionados, mas o paciente cuspiu em todos durante o processo que foi algemado.

 

Em uma nota conjunta, a Secretaria Municipal da Saúde e a Feas divulgaram que já demonstraram ao Ministério Público do Trabalho que seguem todas as normas do Ministério da Saúde para uso de EPIs (equipamentos de proteção individual).

 

Além disso, a Secretaria ainda lamentou o episódio e informo que o paciente, de 40 anos, tem histórico de transtorno mental. Ele deu entrada na manhã desta quarta-feira (8) com quadro de sintomas respiratórios, entre eles, dificuldade para respirar.

 

“A SMS e a Feas repudiam a agressão ao médico, se solidarizam com a vítima e lamentam a tentativa da entidade [SIMEPAR] que representa os médicos de relacionar a violência à suposta falta de EPIs”, divulgou.

 

Leia a íntegra da nota:

 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas) informam que já demonstraram ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que seguem todas as normas do Ministério da Saúde para uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), fato comprovado por laudos de inspeção dos Conselhos Regionais de Medicina (CRM-PR) e de Enfermagem (Coren-PR).

 

A SMS e a Feas reforçam: não há proibição do uso de EPIs para os colaboradores. Pelo contrário: a fundação vai além das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está fornecendo os equipamentos mesmo em situações em que não seriam necessários, segundo o Ministério da Saúde. Por fim, a SMS e a Feas repudiam a agressão ao médico, se solidarizam com a vítima e lamentam a tentativa da entidade que representa os médicos de relacionar a violência à suposta falta de EPIs.

 

Trata-se de fato ocorrido durante o atendimento a um paciente – um homem de 40 anos com histórico de transtorno mental – que deu entrada na UPA Sítio Cercado na manhã desta quarta-feira (8/4), com sintomas respiratórios, entre eles, dificuldade para respirar, e que recusou a indicação de internamento.

Fonte: Portal Paraná

Compartilhe

Deixe uma resposta