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“…experiência da escola americana serve de alerta às autoridades brasileiras…”

 

Uma escola em Elkhart, no estado da Indiana, nos Estados Unidos, está congelando a merenda não servida na cantina e doando às crianças que não têm o que comer em casa nos fins de semana. O projeto é feito em parceria com uma ONG da cidade e a intenção é estendê-lo a outras escolas. A Woodland Elementary School decidiu doar os alimentos ao notar que, para algumas crianças, o café da manhã e o almoço servido na unidade de ensino são suas únicas refeições e que nos finais de semana as crianças passavam fome. A escola então uniu forças com a Cultivate, empresa que reaproveita alimentos que seriam desperdiçados para doá-los aos alunos.

A notícia, publicada no site UOL na quarta-feira, é emblemática e didática por se tratar de uma escola que fica no país mais rico do mundo e que possui um dos melhores indicadores educacionais e sociais. Considerando que nos Estados Unidos existem crianças dependendo da escola para se alimentar, o que se pode imaginar dos milhões de brasileiros que frequentam verdadeiras pocilgas sem qualquer estrutura física e muito menos condições de atender sua função básica, que é ensinar, quanto mais alimentar as muitas crianças famintas e até desnutridas.

A experiência da escola americana serve de alerta às autoridades brasileiras para que fiquem atentas à necessidade de garantir a merenda escolar muito bem balanceada, servida em abundância, sem desperdício e, se necessário, oferecê-la também aos alunos no contraturno das aulas, pois certamente muitos carecem das necessidades básicas. Além da merenda, as escolas brasileiras poderiam, e deveriam, oferecer atividades esportivas, grupos de apoio para estudos e cumprimento de tarefas, aulas de música, teatro e jogos como dama e xadrez, além de incluir tratamento médico e dentário para todos.

Considerando que a boa formação educacional é a única saída para o desenvolvimento econômico e social, a transformação de escolas em centros comunitários de atendimento e acolhimento, incluindo as famílias dos alunos e as comunidades vizinhas, pode ser o início da transformação que nosso país tanto necessita. Em vez de crianças condenadas à marginalidade, ao vício das drogas e ao desemprego pela falta de preparo, as escolas poderiam entregar à sociedade jovens muito bem formados, com boa condição física e capacidade intelectual e com domínio de diversas habilidades que podem garantir mais recursos para enfrentar a competição do mundo moderno. Seria a salvação do futuro pela escola.

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