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“…aqueles sem as condições mínimas de exercer cargos de relevância e de exigência de boa capacitação e conhecimento são os que mais buscam espaço…”

 

As definições de política no âmbito da semântica são as mais elogiosas e adjetivadas, indicando tratar-se de uma atividade nobre e de elevado valor cívico. Como arte ou ciência de governar, arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados, arte de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido, pressupõe-se que essa nobre “arte” deva ser exercida exclusivamente pelos mais preparados, pelos verdadeiramente vocacionados e aqueles que têm o interesse público como premissa, muito acima do interesse pessoal ou de grupos.

Entretanto, o que se constata nos últimos tempos é justamente o contrário, que se confirma pela degradação da atividade relegada a muitos oportunistas envolvidos em corrupção e falcatruas, usada para alcançar imunidade e também inserir organizações criminosas no poder político. Por outro lado, aqueles sem as condições mínimas de exercer cargos de relevância e de exigência de boa capacitação e conhecimento são os que mais buscam espaço devido justamente à ausência daqueles que poderiam e deveriam se apresentar com legitimidade.

Partindo deste raciocínio baseado em observações de domínio público, lembramos que o sistema democrático brasileiro com eleições alternadas a cada dois anos já apresenta sinais de exaustão justamente pela sequencia de tentativas e erros. O mais emblemático é a presidência da república, o cargo máximo da nação. O professor doutor e poliglota Fernando Henrique Cardoso, que com um plano econômico eficiente acabou em definitivo com a praga da inflação monetária que oprimia os mais pobres e garantia sobrevida aos abastados, acabou sucumbindo pela vaidade ao criar a reeleição em benefício próprio.

Na sequencia, a grande liderança popular e pregadora de princípios e medidas em defesa dos mais vulneráveis, o presidente Lula, duas vezes eleito, também foi cooptado pelos anseios sombrios da perpetuação no poder pelo poder econômico conquistado com a corrupção histórica que o levou à cadeia. Dilma Roussef dispensa comentários e o seu vice e sucessor Michel Temer também flerta com uma vaga no sistema penitenciário, o que levou a maioria a escolher Bolsonaro, mais um fanfarrão despreparado para o cargo conquistado ao se apresentar como único capaz de romper o sistema perverso existente. Como haverá eleição municipal em dois anos e as campanhas já começaram, que esses detalhes e avisos claros sejam observados pelos eleitores das cidades.

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