VÍDEO – Piloto Thiago Jacob Machado faz voo histórico de paramotor entre Salto de Pirapora e Palmital

O palmitalense Thiago Jacob Machado é apaixonado pela aviação e concilia suas atividades profissionais como piloto de jato privado com a prática do paramotor, modalidade que combina uma asa de parapente a um motor com hélice preso às costas do aviador. No último sábado (15/08), ele realizou um voo histórico ao percorrer 300 quilômetros entre Salto de Pirapora e Palmital, em aventura que durou 4 horas e 14 minutos.

Filho da professora Fítia e do policial aposentado Silvinho Machado, Thiago decolou da Pista Pelicanos, em Salto de Pirapora, e pousou no Sítio Terezan, na Água dos Aranhas, propriedade de familiares de sua avó materna Marina. O local tem significado especial, pois foi onde ele passou parte da infância sonhando com a aviação, sempre presente na vida do avô paterno, Célio Machado, e do pai, Silvinho. “Voltar ao mesmo lugar, agora como piloto, transformou o pouso em um momento emocionante e simbólico”, destacou.

O desafio envolveu não apenas distância e tempo, mas também planejamento minucioso. O peso total de decolagem foi de 150 quilos, sendo 85 do piloto e 65 de combustível e equipamentos. O paramotor utilizado, Davinci Disco 22, possui tanque principal de 24 litros, com consumo médio de 4,5 litros por hora. Para aumentar a autonomia, Thiago levou um tanque extra de 5,5 litros, desenvolvido junto com um mecânico amigo.

Essa configuração garantiu cerca de 6 horas e 30 minutos de voo, garantindo margem confortável de segurança diante de qualquer imprevisto. A transferência de combustível para o tanque principal foi feita durante o voo, assegurando que a jornada fosse concluída sem riscos. Ele também destacou que a aventura dependia de condições climáticas favoráveis, já que o vento de cauda proporcionou uma média de 70 km/h, com picos de até 100 km/h, quando a velocidade normal do equipamento é de 60 km/h. “Eu já vinha planejando essa viagem há bastante tempo. Para conseguir realizar esse voo, eu precisava de uma condição de tempo boa em rota e, principalmente, de vento de cauda, ou seja, um vento soprando no sentido de Palmital. E, no sábado, apareceram essas condições”, contou Thiago. Durante o percurso, ele monitorou formações próximas à região de Salto de Pirapora por meio de aplicativos de voo e imagens de radar meteorológico, ajustando sua rota conforme as necessidades.

Tanque extra, que ele levou no colo, garantiu mais autonomia ao voo

Segundo o piloto, por conta dos ventos fortes em Palmital, o pouso foi mais técnico e exigiu maior atenção. “Acabei escolhendo pousar na área da propriedade da família Terezan. Como o sítio fica fora da cidade, eu também teria mais opções caso precisasse pousar em algum outro local nos arredores”, explicou. O feito foi comemorado por Thiago, mostrando que a aviação, mesmo em modalidades como o paramotor, pode unir técnica, coragem e emoção em uma jornada inesquecível.

Mais do que números e estatísticas, o voo representou uma volta às origens. Thiago Jacob Machado não apenas quebrou seus limites de distância, mas também reafirmou que voar é, acima de tudo, uma forma de se reconectar com os próprios sonhos. “Alguns voos nos levam para longe. Outros nos levam de volta para onde tudo começou. Cruzar 300 km de céu aberto e pousar no sítio que marcou minha infância foi a realização de um sonho cultivado desde menino”, finalizou.

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Cláudio Pissolito

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