Uma sequência de explosões no sistema subterrâneo de transporte de grãos do Silo II da Coopermota, em Cândido Mota, deixou duas pessoas gravemente feridas na manhã de domingo (22/02). O acidente, cujas causas ainda estão sendo apuradas e pode ter sido provocado por resíduos da operação, causou destruição em parte das instalações, que precisaram ser interditadas para ações de recuperação.
Imagens que circularam nas redes sociais a partir das 10h40 mostraram a força das explosões, que lançaram pedaços de alvenaria e provocaram incêndio nas estruturas. Os estrondos foram ouvidos em toda a cidade e chegaram a quebrar janelas de imóveis próximos. O fogo foi combatido com a mobilização das brigadas da Coopermota, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Cândido Mota, além da Polícia Civil, que realizou perícia para apurar as causas do acidente.
Inicialmente, a assessoria de comunicação da Coopermota informou que a série de explosões ocorreu em um túnel subterrâneo utilizado para o transporte interno de grãos entre a moega e o secador, causando danos às estruturas da superfície. Em entrevista à imprensa, o superintendente financeiro Hélio Gozzi destacou que ainda é cedo para apontar as causas do acidente: “É muito prematuro fazer uma avaliação neste momento, porque está sendo feito o levantamento do que teria ocorrido de fato”, afirmou.
Segundo informações dos serviços de saúde, seis pessoas ficaram feridas devido à força das explosões: cinco funcionários da cooperativa e um motorista de caminhão de 72 anos, que fazia a descarga na moega e chegou a filmar o acidente. O veículo ficou preso sob a estrutura de recepção de grãos. Dois trabalhadores foram levados em estado grave ao Hospital Regional de Assis, enquanto outros três receberam atendimento na Santa Casa de Misericórdia de Cândido Mota. A Coopermota informou que está prestando suporte aos colaboradores hospitalizados e às famílias.
O caso mais grave é o de Genselly Cristina, conhecida como Gen, de 27 anos. Ela sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo e permanece internada na UTI do Hospital Regional de Assis. Há indicação médica para transferência a uma unidade especializada em Ribeirão Preto, onde já foi disponibilizada vaga, mas seu estado clínico instável impede o transporte seguro. A situação gerou uma corrente de oração nas redes sociais, pedindo pela recuperação da jovem.

“Peço a todos que puderem que tirem um momento do seu dia para fazer uma oração pela vida da minha prima Gen. Ela é a moça envolvida no acidente e está precisando muito de força, fé e da graça de Deus nesse momento. Toda corrente de fé faz diferença”, escreveu Jéssica Dalila, prima da jovem, em postagem nas redes sociais.
Outro caso grave é o de Matheus Lopes Moreira, de 18 anos, que sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo e também permanece internado no Hospital Regional de Assis.
CONFIRA ABAIXO A NOTA OFICIAL DA COOPERMOTA


















