A Polícia Militar de Assis recebeu no sábado (10/10) uma denúncia de que dois homens haviam sequestrado uma pessoa, suspeita de estuprar um garoto menor de idade, para fazer um tribunal do crime para julgar e executar o suspeito.
O fato se deu no motel Patropi na Rodovia Manilio Gobbi, SP- 284, em Assis.
A Polícia Militar recebeu a denúncia e solicitou o apoio de equipes policiais para auxiliarem na ocorrência e, ao chegarem no motel, receberam a informação de que três pessoas estavam em um quarto.
Ao chegarem no quarto indicado, de número 8, um homem aguardava do lado de fora e, ao ser abordado, tentou quebrar o celular para esconder informações passadas pelos mandantes da facção criminosa.
A equipe policial entrou no quarto, onde a vítima estava sentada no chão com ferimentos causados pelo tribunal do crime organizado.
O homem relatou que na sexta-feira (09/10), ele foi pego e levado até um posto de combustível abandonado na rodovia, onde homens com armas de fogo o levaram para o motel, onde foi agredido e iniciaram o tribunal, com o propósito de executá-lo, por supostamente ter abusado sexualmente de um garoto menor de idade.
Contudo, a Polícia chegou e agiu antes que os homens tivessem o aval da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para executá-lo.
A vítima relatou ao delegado que tentou contato com o 190, porque tinha certeza que seria condenado à morte e executado no quarto do motel pelo tribunal do crime organizado, sem ter o direito de se defender, mas os criminosos perceberam que ele mexia no aparelho e o quebraram juntamente com o chip.
A vítima e os indiciados foram levados ao Plantão Policial, onde o delegado Marcelo Armstrong Nunes ratificou voz de prisão aos dois criminosos por crimes de organização criminosa, cárcere privado e lesão corporal, deixando ambos à disposição da Justiça.
Um deles, ainda na CPJ, declarou ser integrante da facção criminosa PCC e que estava apenas seguindo ordens da facção.
Fonte: Assiscity













