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“…o gargalo se mantém no transporte da produção feito quase que integralmente por estradas em terra …”

 

Na 25ª edição consecutiva em comemoração ao Dia do Agricultor (28 de julho), atividade predominante em Palmital e na região, o JC oferece sua singela contribuição ao produzir uma série de reportagens especiais sobre o tema. Em região de tradição e economia absolutamente dependente da produção agropecuária, com amplo predomínio da soja e do milho, além da cana-de-açúcar, o setor recebe investimentos para armazenamento das empresas públicas, como a Ceagesp, da iniciativa privada, dos próprios produtores e também de cooperativas, o que garante o melhor acondicionamento das grandes safras semestrais.

Da chamada porteira para dentro, a atividade se desenvolve rapidamente e alcança cada vez mais produtividade com a aplicação de técnicas conservacionistas do solo e das águas e também pelo investimento em tecnologia, tanto nas variedades melhoradas e os insumos mais qualificados, como nas máquinas e equipamentos cada vez mais modernos. Entretanto, o gargalo se mantém no transporte da produção feito quase que integralmente por estradas em terra, as mesmas dos tempos da colonização da região para implantação e transporte do café.

Prestes a completar 100 anos de emancipação político-administrativa, o município de Palmital ainda é um dos poucos do Estado de São Paulo que não possui vicinais pavimentadas para transporte de sua principal riqueza, que são os produtos agrícolas. Pelo acaso, a rodovia Nelson Leopoldino, que liga a Raposo Tavares ao Paraná, assim como a vicinal Fuade Haddad, que liga a cidade à Raposo, servem como rotas para veículos graneleiros, assim como nas margens das vias são instalados os principais armazéns. Sem a infraestrutura adequada, a população rural diminui e o custo do transporte aumenta e causa perdas.

Curtas ligações com cidades vizinhas, como o pequeno trecho de 14 quilômetros entre Palmital e Ibirarema, mais os 20 quilômetros entre Palmital e Cândido Mota, assim como o asfaltamento de cinco quilômetros do prolongamento da Rua Dr. Geraldo Coelho até o trevo de Platina, e mais 30 quilômetros do trevo do Matadouro até a cidade de Campos Novos Paulista, milhares de agricultores seriam diretamente beneficiados. Para efeito de comparação, Palmital precisa de cerca de 70 quilômetros de asfalto na zona rural, enquanto Cândido Mota já possui cerca de 100 quilômetros. E, mesmo, assim, há quem defenda investimentos da vicinal tortuosa que liga o Paraná a Cândido Mota.

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