O JORNAL DA COMARCA comunica e lamenta o falecimento, em Curiúva – PR, da palmitalense Roseli Segatelli Porceli, aos 64 anos. Casada com o também palmitalense, o agricultor José Aparecido Azevedo Porceli, o Cido, ela deixa os filhos Robson José Segatelli Porcelli e Ronaldo Antonio Porcelli e os netos Ingrid, Lourenço, Lorraine, Mariana e Murilo.
A direção e equipe do JORNAL DA COMARCA e JC ONLINE manifesta os sentimentos aos familiares e amigos.
Homenagem
Morre dona Lia de Souza Dias, produtora rural que fundou a Assocana e foi presidente da Orplana
Faleceu na segunda-feira, 5 de maio, a produtora rural Maria Amélia de Souza Dias, de 98 anos, carinhosamente conhecida como dona Lia, fundadora e primeira presidente da Associação Rural dos Fornecedores e Produtores de Cana do Vale do Paranapanema (Assocana). Ela foi a primeira mulher a comandar uma entidade canavieira no país e deixou 7 filhos, 22 netos e 20 bisnetos.
Pioneirismo
Natural de Brotas, dona Lia se mudou com o marido Hélio Cândido de Souza Dias para a região de Assis, na década de 1950, onde passaram a cultivar cana-de-açúcar. Além da atividade agrícola, ela criou uma escola para os filhos dos trabalhadores da fazenda, demonstrando desde cedo seu compromisso com a inclusão e o desenvolvimento social no campo.
Apesar de sonhar com a carreira em Agronomia e tentar ingressar na ESALQ/USP – algo raro para mulheres da época –, foi como líder rural que escreveu sua história.
Seu trabalho ganhou reconhecimento nacional e internacional, sendo celebrado recentemente no livro ‘Mulheres da Cana-de-Açúcar’, lançado em 2023.
Fundadora da Assocana, entidade que liderou a partir de 1977, dona Lia foi também presidente da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), entre 1998 e 2001, sendo até hoje a única mulher a ocupar esse cargo.
Dito Serafim, funcionário municipal aposentado e ex-vereador, morre aos 73 anos
Morreu na madrugada deste sábado (03/05) o funcionário público municipal aposentado Benedito Serafim da Silva, aos 73 anos. Popularmente conhecido como Dito Serafim, ele trabalhou como motorista da Prefeitura e foi vereador em Palmital durante a administração da ex-prefeita Ismênia Mendes Moraes, além de contribuir com ações em prol da comunidade do município.
Na Prefeitura, trabalhou no setor de transporte e foi motorista de ambulância, fazendo o transporte de pacientes e contribuindo para a manutenção dos serviços prestados pelo SUS à população de Palmital. Antes de se aposentar no serviço publico municipal, ele atuou no Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social.
Dito Serafim integrou a Câmara Municipal de Palmital na 16ª Legislatura, cumprindo mandato entre 2013 e 2016, período em que analisou propostas e apresentou projetos, além de manter contato com deputados e representantes do governo para viabilizar recursos que totalizaram R$ 960 mil para aquisição de duas ambulâncias para a Prefeitura e para a execução de etapas de recapeamento urbano.
Casado com Arlete, Dito Serafim deixou os filhos Odiley e Osmair do primeiro casamento, além de netos e das enteadas Anelise e Adriana Pedrotti. O corpo foi velado na Funerária Santa Terezinha e o sepultado às 16 horas deste sábado (03/05) no Cemitério Municipal de Palmital.
Nana Caymmi, uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira, morre aos 84 anos
Morreu nesta quinta-feira (01/05), aos 84 anos, a cantora Nana Caymmi, uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira. Nana havia passado seu aniversário de 84 anos, nesta terça-feira (29/04), em estado delicado de saúde.
A cantora, que estava internada há nove meses, sofreu uma “overdose de opioides”, conforme informou à imprensa seu irmão, o músico Danilo Caymmi.
Nana deu entrada na Clínica São José, em Botafogo, Zona Sul do Rio, em agosto do ano passado, diante de um quadro de arritmia cardíaca, onde passou por cateterismo e traqueostomia. Nesta terça, Nana passou por reposição de glicose e teve medicação ajustada pelos médicos.
Em 1973, aos 32 anos, em entrevista ao GLOBO, ela já se definia com uma franqueza que seria mantida por toda a sua carreira:
“Nana Caymmi é uma senhora neurótica. Venho de uma família de dois compositores e dois intérpretes que muito me orgulham, onde a música é mais nossa vida que nosso ganha-pão”
Nascida Dinahir Tostes Caymmi, em 29 de abril de 1941, no Rio de Janeiro, Nana foi a primogênita do casal formando pelo cantor e compositor baiano Dorival Caymmi e pela cantora Stella Maris. Quando ela nasceu, o pai já era conhecido no rádio, por gravações como a que Carmen Miranda fizera de “O que é que a baiana tem?”. Na escadinha, foi seguida por Dori em 1943 e Danilo em 1948 — todos os irmãos acabariam virando músicos também.
Estreia em disco
Em 1960, ainda na adolescência, Nana Caymmi gravou pela primeira vez como cantora, em disco do pai, na faixa “Acalanto”, que ele compôs em sua homenagem, quando ela ainda era criança. Os versos se tornaram conhecidos por quase todas as crianças do Brasil: “Boi, boi, boi / boi da cara preta / pega essa menina que tem medo de careta”.
— Meu pai estava em São Paulo para gravar um LP e minha mãe ia gravar “Acalanto”, mas na hora ela tremeu, ficou com medo — contou Nana, na entrevista de 1973.
“Aí meu pai me pegou pelo braço e me levou ao estúdio. A confiança que ele teve em mim nesse dia foi fundamental para a minha carreira, eu nunca havia pensado em ser cantora profissional. Mas tudo correu bem.”
Ainda em 1960, Nana lançou seu primeiro compacto solo, um 78 rpm, contendo as músicas “Adeus” (Dorival Caymmi) e “Nossos beijos” (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa “Sucessos Musicais”. Em seguida, passou a apresentar, acompanhada por Dori, o programa “A Canção de Nana”, produzido por Eduardo Sidney.
Casamento e vida na Venezuela
Em 1961, surpreendentemente, Nana largou tudo para se casar com o médico Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Lá, nasceram suas filhas: Stella Teresa (em 1962) e Denise Maria (em 1963).
Mas a música seguiu em sua vida. Três anos depois, participou do disco “Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo”, ao lado do pai e dos irmãos. No ano seguinte, gravou pelo selo Elenco seu primeiro LP, “Nana” e, em dezembro, separou-se do marido e voltou para o Brasil grávida (do filho João Gilberto), com as filhas.
— A gravação desse LP praticamente decidiu o fim do meu casamento. Fiquei muito emocionada, senti que não podia viver longe da música e das pessoas com quem eu me identificava musicalmente — contou ela ao GLOBO, em 1973.
“Fugi, praticamente, da Venezuela para atender a um apelo maior. Para dar uma resposta a mim mesma. Para fazer o que seu sentia necessidade de fazer: música.”
Segundo casamento, com Gilberto Gil
Em 1966, Nana venceu o I Festival Internacional da Canção da TV Globo, interpretando a canção “Saveiros”, do irmão Dori com Nelson Motta.
No ano seguinte, veio o segundo casamento, com Gilberto Gil. Com ele, compôs “Bom dia”, canção apresentada no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967. No ano seguinte, Nana e Gil estariam separados, mas não antes dela gravar compacto duplo, em que foi acompanhada pelos Mutantes de Rita Lee, cantando “Bom dia”, “Alegria, alegria” (Caetano Veloso), “O cantador” e “O penúltimo cordão” (do irmão Danilo com Caetano e Sergio Fayne).
— Os Mutantes eram jovens, ingênuos e faziam vocais ótimos. Eu vivi a Tropicália de todas as formas, só não a entendia! Ah, e outra coisa que não entendi foi a passeata contra as guitarras elétricas — disse Nana ao GLOBO, em 2012, referindo-se à manifestação organizada em São Paulo pelos representantes da MPB contra a jovem guarda, da qual, inclusive, um Gil pré-tropicalista participou. — Ah, mas o Gil foi na conversa da maluca da Elis (Regina). Eu devo ter aproveitado a passeata para vir ao Rio, ir à praia.
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Nana Caymmi adentrou os anos 1970 cantando com talentos emergentes da MPB, como Marcos Valle, e fazendo shows pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Em 1973, gravou pelo selo argentino Trova, o seu segundo LP, “Nana Caymmi”, com várias composições do pai, “O amor é chama” (dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle), “Atrás da porta” (Chico Buarque e Francis Hime), “Pra você” (Silvio César) e “Ahié” (Paulo César Pinheiro, João Donato e Flora Purim).
O álbum definitivo
Em 1975, a filha de Dorival Caymmi lançou o LP que a projetaria de fato no cenário da MPB: “Nana Caymmi”, no qual mergulhou de cabeça no repertório do Clube da Esquina, com “Ponta de areia” (de Milton Nascimento e Fernando Brant, com participações do próprio Milton e de Tom Jobim) e “Beijo partido” (do guitarrista Toninho Horta, que também tocou na faixa, incluída na trilha da novela “Pecado capital”), além de recriar de forma definitiva uma das canções do pai: “Só louco”.
Nos anos 1970, Nana cantou, com sucesso, o fino da MPB — Milton, Toninho, João Donato, Ivan Lins, Sueli Costa, João Bosco, Gonzaguinha e Claudio Nucci (do grupo Boca Livre, com quem foi casada entre 1979 e 1984). E manteve importantes parcerias com pianistas: caso de Donato (com quem viveu um romance), de Cesar Camargo Mariano (ex-marido e maestro de Elis Regina, com quem ela gravou aquele que dizia ser o disco de sua vida, “Voz e suor”, de 1983), Wagner Tiso (do álbum “Só louco”, de 1989) e Cristovão Bastos (que também lhe deu um de seus maiores sucessos, “Resposta ao tempo”, parceria com Aldir Blanc, abertura da minissérie “Hilda Furacão”, em 1998).
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Boleros nos anos 1990
Em 1991, depois de meses cuidando do filho, que sofrera um grave acidente de moto, Nana Caymmi voltou ao cenário, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival (RJ), que reuniu o pai Dorival e Tom Jobim. Ela ainda cantou, com Dorival e Danilo, no Festival Internacional de Jazz de Montreux. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco “Família Caymmi em Montreux”.
Nos anos 1990, Nana Caymmi lançou um CD só de boleros, “Bolero” (de 1993, que ela gravou “morrendo de vergonha”, na onde de cantores jovens, como Luis Miguel, e que foi um inesperado sucesso de vendas, com quase 100 mil cópias) e “A noite do meu bem – as canções de Dolores Duran”(1994). Em 1999, Nana foi contemplada com o primeiro disco de ouro de sua carreira, pelas 100 mil cópias vendidas do CD “Resposta ao tempo”.
— No dia em que eu, carioca do Grajaú, vender um milhão de discos, vão vender mais Drummond e Vinicius. Vai ter tumulto em livraria! — ameaçava ela, em 1998, em entrevista ao “Jornal do Brasil”.
Morte dos pais
Em agosto de 2008, com o falecimento dos pais, Dorival e Stella Maria, num curto intervalo de tempo, Nana chegou a cogitar a possibilidade de deixar a carreira artística, mas no ano seguinte voltou a ser falada por causa do dueto com Erasmo Carlos em “Não se esqueça de mim”, executado com sucesso na novela “Caminho da Índias”. Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, “Rio Sonata”.
Distante dos palcos desde 2016, depois de passar por uma cirurgia de remoção de um tumor cancerígeno na parte externa do estômago, a cantora, contudo, não deixou de gravar discos, como “Nana Caymmi canta Tito Madi” (que em 2019 foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira) e “Nana, Tom, Vinícius” (indicado em 2021 ao Grammy Latino de Álbum do Ano).
— Não pisei na bola no meu repertório, não gravei o que não queria ter gravado, teria feito tudo igual — gabava-se Nana em 2021, ao GLOBO, dizendo no entanto, acreditar que “o povo cancelou o tipo de música” que ela fazia.
“Estou defasada, o canto não é mais uma coisa que se queira ouvir, os meus fãs estão velhos. Com o fracasso do disco, com a queda das gravadoras, com essa música que está sendo tocada no Brasil… Isso não é para mim! Não é que eu tenha me aposentado, me aposentaram.”
Na mesma entrevista, Nana reclamava ter sido “mal interpretada e jogada às trevas” em 2019 por declarações simpáticas a um Jair Bolsonaro ainda em início de governo. Nas redes sociais, alguns se questionavam: era possível cancelar Nana Caymmi e deixar de ouvir os seus discos?
— Se quiser me cancelar, cancela. Não deixei de comer por causa disso. Achei até engraçado, uns iam jogar meus discos fora, outros me quiseram morta — gracejou Nana. — No Brasil, você não pode ter opinião, você é malhado feito Judas. Infelizmente, aqui é gado, tem que ir um cheirando o rabo do outro. A internet deu vazão à frustração, a pessoas sem o menor gabarito que condenam outras à morte.
Fonte: O Globo
Wagner Pedro Menezes, escritor católico e colaborador do JC, morre aos 72 anos
O comerciante e escritor católico Wagner Pedro Menezes, colaborador do JC com a coluna “Palavras de Esperança”, morreu na madrugada de quarta-feira (16/04), aos 72 anos. De família palmitalense, ele foi vitimado por doenças cardíacas que enfrentou nos últimos anos. Wagner estava internado desde a semana passada na UTI Coronariana da Santa Casa de Assis, onde residiu e trabalhou nas últimas quatro décadas.
Filho de Daniel Pedro, que foi um dos proprietários da antiga fábrica de bebidas Cerelepe, Wagner nasceu e morou por muitos anos em Palmital. Ele foi seminarista, mas não seguiu na ordem religiosa. Casado com a também palmitalense Dalila Celia Negrão, deixa os filhos Luciano, professor, e Danilo e Vinicius, comerciantes, os irmãos Elder, Denise e Dale, familiares e muitos amigos.
Wagner e a esposa residiram na cidade de Cardoso, perto de São José do Rio Preto, onde ele teve uma relojoaria e ótica no início dos anos de 1970. Retornaram a Palmital em 1974 e, depois de passar a morar em Assis, abriram a Stela Dal’Wa Floricultura, batizada com as sílabas iniciais do nome do casal. A empresa, ao lado do cemitério de Assis, se tornou referência como uma das maiores e melhores do ramo no Vale do Paranapanema.
O comerciante também se destacou como liderança leiga na comunidade de São Nicolau, que integra da Diocese de Assis, como escritor de quase 20 livros católicos e coordenador da ordem de Missionários para a Evangelização e Animação de Comunidades (Meac). O corpo de Wagner foi velado na Catedral de Assis, onde recebeu homenagens de amigos e familiares, e foi sepultado na tarde de quarta-feira (16/04) no cemitério de Assis.
WAGNER FOI COLABORADOR DO JC
Wagner Pedro Menezes foi colaborador do JORNAL DA COMARCA por mais de 20 anos, com artigos publicados nas edições de quarta-feira. Com foco na religião, produziu e reproduziu textos de sua autoria com muita sabedoria e ensinamentos voltados ao catolicismo e à filosofia de vida, sempre com ensinamentos valiosos.
O diretor do JC, jornalista Cláudio Pissolito, lamenta a morte do amigo e colaborador e lembra de seu comprometimento com o jornal, sem jamais deixar de enviar ou atrasar seu texto semanal. “Wagner foi uma pessoa especial, de muita sensibilidade, de enorme capacidade de comunicação escrita, dono de um texto impecável, e de muito senso de compromisso com suas tarefas. É uma grande perda, tanto para a família como para a comunidade católica de Assis e também para os leitores e para todos nós do JC. Merece todas as homenagens”, disse o diretor.
O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PSD), morreu aos 90 anos na manhã desta quarta-feira (19/03) em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada pela família.
O velório será realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Hall Monumental, das 10h30 às 15h. O sepultamento ocorrerá no Cemitério do Araçá a partir das 16h00.
Figura de destaque na política paulista, Lembo assumiu o comando do estado de São Paulo em março de 2006, quando o então governador Geraldo Alckmin (ex-PSDB) renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República.
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O ex-governador de São Paulo durante posse no cargo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em 2006. — Foto: Divulgação/Alesp
Ele deixou o cargo de governador em 01 de dezembro de 2007, quando tomou posse o ex-governador José Serra (PSDB). Antes, Lembo ocupou o cargo de vice-governador entre 2003 e 2006.
A gestão de Lembo no Palácio dos Bandeirantes foi marcada pela 1ª onda de ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) a alvos da segurança pública e ônibus na capital paulista, em 15 de maio de 2006.
Carreira e homenagens
Um dos fundadores do antigo DEM (ex-PFL), desde 2011 Lembo era filiado ao Partido Social Democrático (PSD), partido comandado pelo aliado Gilberto Kassab em que também ajudar a erguer em São Paulo.
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), Lembo construiu uma sólida trajetória acadêmica. Doutor em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, também foi reitor da instituição.
Em homenagem, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou luto oficial de 3 dias.
Nascido em 12 de outubro de 1934 na capital paulista, Cláudio Salvador Lembo também foi secretário municipal da cidade de São Paulo em várias gestões de diferentes prefeitos, como Olavo Setúbal, Jânio Quadros, Paulo Maluf e do próprio Gilberto Kassab.
Nas redes sociais, Kassab publicou uma nota de pesar pela morte do colega de partido e disse que o ex-governador era um “homem público que não deixa uma única observação negativa”.
“Se tem alguém que cumpriu sua missão, esse alguém foi Cláudio Lembo. Cidadão exemplar, com excelente formação e um homem público que não deixa uma única observação negativa. Conheci-o quando eu ainda era jovem, sendo ele amigo de meu pai. Mais tarde se tornou um fraterno amigo, parceiro e conselheiro na minha jornada. Muito obrigado e descanse em paz, Cláudio. Meus sentimentos à Renéa, sua esposa, Salvador, seu filho, seus netos e toda família e amigos nesse momento de pesar”, escreveu Kassab.
Fonte: g1
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Gilberto Kassab publica foto ao lado do amigo e fundador do seu partido, o PSD, Cláudio Lembo. — Foto: Reprodução/Instagram
José Pascoal Orofino, que iniciou a construção da atual Apae de Palmital, morre aos 72 anos
O comerciante José Pascoal Orofino morreu na tarde de segunda-feira (17/03), aos 72 anos. Figura muito querida na comunidade de Palmital, pelo trabalho comunitário que realizou durante a vida e dois mandatos como presidente da Apae, ele era portador de doenças crônicas e sofreu um mal súbito, foi encaminhado para atendimento no Hospital Maternidade de Assis – Dr Zézinho (HMA), onde não resistiu e foi a óbito.
José Pascoal é neto do imigrante italiano Paschoal Orofino, que chegou a Sussuí em meados da década de 1920 e formou família com quatro filhos, incluindo seu pai Vicente Orofino, que se casou com Aparecida Ortiz e se aposentou como eletricista na Prefeitura. O comerciante era o filho mais velho do casal, que também teve o policial militar aposentado Valter, o comerciante Paulo Celso e o empresário Egídio.
O comerciante se casou com Ana Rosa Leodoro (falecida) e teve os filhos Leandro (falecido) e Josiane. Na vida profissional, José Pascoal trabalhou com loja de materiais de construção e manteve uma transportadora. Ele também contribuiu com causas sociais e participou de campanhas humanitárias e ações da comunidade católica, como membro de entidades como a Loja Maçônica Cavaleiros do Planalto.
José Pascoal foi velado na Funerária Santa Terezinha e seu sepultamento foi realizado na tarde de terça-feira (18/03) no Cemitério Municipal de Palmital. Seu falecimento gerou diversas manifestações de pesar em redes sociais, incluindo nota da Apae e do vereador Homerinho, destacando a parceria com o presidente e o trabalho pelo início da construção da atual sede da entidade.

APAE – Empreendedor, José Pascoal realizou importante trabalho em dois mandatos como presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Palmital. Ele encabeçou o projeto que viabilizou, junto ao então prefeito Reinaldo Custódio da Silva, o Nardão, a doação de um terreno municipal no Jardim Alvorada para a construção da nova sede da escola de educação especial Afonso Negrão, que atende alunos portadores de deficiência e neurodivergentes.
O projeto foi iniciado em 2005 com as obras dos dois primeiros blocos, cada um com 300 metros quadrados de área. O trabalho foi realizado com recursos provenientes de campanhas da Apae junto à comunidade e de verbas públicas viabilizadas pela Prefeitura e emendas parlamentares. Com o trabalho de busca de recursos, a entidade modernizou suas instalações, deixou o antigo prédio construído na década de 1980 e ampliou a capacidade de atendimento.
No início de 2021, houve a entrega de dois novos blocos, um com 300 e outro com 200 metros quadrados de construção, que receberam investimentos de campanhas, do município e de verbas estaduais. Em meados de 2022, a Apae ganhou um centro concluiu a quinta ala, com salas para atendimento a autistas e uma cozinha experimental. Atualmente, a escola está construindo uma quadra coberta.
Marcos da Costa, secretário da Pessoa com Deficiência, é homenageado na Câmara de Palmital nesta quinta
A Câmara Municipal de Palmital realiza nesta quinta-feira (13/03) a entrega do título de “Cidadão Palmitalense” a Marcos da Costa, secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A Sessão Solene está prevista para ocorrer a partir das 19h30 no plenário Alcides Prado Lacreta, com a presença de autoridades e convidados. A homenagem foi proposta pelo vereador Cristian Nogueira e aprovadas pelos membros do Legislativo.
Na justificativa do título, Cristian destacou que Marcos da Costa tem uma longa trajetória de serviços ao cidadão. Advogado muito reconhecido, ele foi presidente da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) por dois mandatos, sendo uma personalidade de destaque no cenário jurídico e social brasileiro. Sua trajetória é marcada pelo comprometimento com causas sociais.
Marcos da Costa perdeu parte de uma das pernas em acidente automobilístico no ano de 2015 e, deste então, passou a atuar em iniciativas voltadas para a inclusão e promoção dos direitos das pessoas com deficiência. Ele foi membro do Conselho Institucional da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e assumiu no governo de Tarcísio de Freitas o comando da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).
Marcos da Costa tem diversos laços com Palmital e, ano passado, esteve na cidade em duas ocasiões para rever amigos que conquistou durante sua atuação como presidente da OAB Paulista e para apresentar ações da SEDPcD em prol da população. E uma das visitas, ocorrida em maio na Câmara Municipal, ele falou sobre o lançamento do programa Todas In-Rede, que tem o objetivo de promover o empoderamento e a emancipação das mulheres com deficiência, melhorando sua qualidade de vida e inclusão social.
Colunista do JC destaca conquistas das mulheres e aborda o protagonismo feminino na atualidade
Com longo histórico de luta e superação nas mais diversas sociedade em todos os tempos, a mulher tem seu empenho coroado de inúmeras conquistas, provando a importância do protagonismo feminino na família, na sociedades, na política e nos negócios. Mais recentemente, elas passaram a empreendedoras, dirigentes, líderes empresariais e donas de seus próprios negócios dos mais diferentes setores.
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado, a consultora e colaboradora do JC Mariana Mascari Stanchevicz concedeu entrevista em que fala sobre as conquistas e questões sobre empreendedorismo feminino, sua especialidade. Ela é CEO da Tagaté – Assessoria Virtual – e faz consultoria e oferece mentoria nas áreas de negócios para profissionais e empresas. Confira:
JC – Considerando uma análise histórica do papel feminino na sociedade, quais as principais conquistas das mulheres até o momento?
Mariana – O voto sem dúvida é uma das nossas maiores conquistas. E não só o direito ao voto, mas o direito de ser votada, de termos mulheres na política. Esse é um marco histórico muito importante, seguido pelo fato de termos conseguido acesso à educação para além do ensino fundamental, assim como todo o avanço que pudemos e estamos produzindo.
JC – Como está a condição feminina na família, na sociedade, no trabalho e na política?
Mariana – Estamos caminhando a olhos vistos, fazendo história cada dia. A inserção das mulheres no mercado de trabalho, mesmo com as controversas de diferenças salariais, nos ajuda a termos nossa independência e emancipação financeira. Hoje, 49,1% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Em estados como Pernambuco, Rio de Janeiro e Maranhão, as mulheres chefiam mais de 52% dos lares. Na política, vemos cada vez mais mulheres sendo eleitas, desde presidentes de associações, vereadoras, a cargos de alto escalão, o que nos ajuda na representatividade, e na criação de leis como a Lei Maria da Penha, que é uma das mais completas do mundo, e a Lei do Feminicídio.
JC – Como o empreendedorismo contribui para a participação e o protagonismo feminino nos negócios?
Mariana – A filosofia do empreendedorismo promove não apenas o crescimento econômico, mas também a transformação social, especialmente quando falamos da emancipação feminina. Ela incentiva mulheres a serem o que quiserem ser e abre caminho para uma sociedade mais justa e dinâmica. A sociedade está em constante evolução e todo o movimento que o protagonismo feminino gera nos faz ressaltar a importância de políticas públicas e mudanças culturais para que continuemos nessa expansão.
JC – Quais as dificuldades ainda enfrentadas pelas mulheres na sociedade atual e quais as metas para que o público feminino possa atingir o merecido lugar na família, na sociedade, no trabalho e na política?
Mariana – Mesmo com tantas conquistas, as mulheres ainda enfrentam obstáculos como a desigualdade salarial. O assédio no ambiente de trabalho, a sobrecarga de tarefas domésticas e a dificuldade de acesso ao crédito para empreender. Para superar essas barreiras, é fundamental ampliar políticas de equidade salarial, fortalecer redes de apoio para mulheres empreendedoras, garantir mais proteção contra a violência de gênero e estimular a participação feminina em espaços de liderança e decisão.
JC – E, por fim, quais as dicas de ouro para que as mulheres possam superar barreiras e prosperar tanto na vida pessoal quanto nos negócios?Mariana –Façam terapia! Ela vai ajudar a equalizar a vida e todos os papéis que exercemos. Continuem estudando, pois o conhecimento liberta! Façam parte de associações, de grupos de networking, unam-se aos seus pares. E se espelhem em mulheres que fazem a diferença nos cargos que ocupam, precisamos de mais mulheres como Luiza Trajano, fundadora do Magazine Luiza, que também lidera o Grupo Mulheres do Brasil, ou como Zica Assis, fundadora da rede Beleza Natural, especializada em produtos para cabelos crespos e cacheados, ou de mulheres como a Regina Tchelly, que é fundadora do Favela Orgânica promovendo uma mudança cultura e de consumo. Afinal de contas: lugar de mulher é onde ela quiser estar.
Morre o “Vigilante Rodoviário”, ícone da polícia paulista e herói da TV brasileira
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Carlos Miranda, mais conhecido como Vigilante Rodoviário, faleceu na segunda-feira (17/02), aos 91 anos, em São João da Boa Vista, no interior paulista.
Veja a nota do comando de policiamento rodoviário da PM SP:
“Com pesar, informo o falecimento do mais icônico Policial Militar Rodoviário, nosso Eterno Vigilante Rodoviário Ten Cel Res Carlos Miranda, há pouco, nesta madrugada, no Hospital em São João da Boa Vista, de causas naturais.
Não há estimativa de horários, mas pensamos no velório na ALESP e o sepultamento no Mausoléu da PMESP, a confirmar.
Que Deus o receba com a mesma glória que teve em vida e permita que seja uma despedida à altura de toda sua dedicação e história para com o Policiamento Rodoviário.
Cel PMESP Hugo Araujo Santos
Comandante do Policiamento Rodoviário”

Na manhã de segunda-feira (17/02), a PM informou para a reportagem do iG que o velório será na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, mas não havia detalhes de horário. O iG apura outras informações para atualizar a reportagem.
Após a notícia do falecimento, militares da PM SP começaram a prestar homenagens a Carlos Miranda nas redes sociais.
Ator x policial
Carlos Miranda foi o ator do primeiro seriado produzido especialmente para a televisão em toda a América Latina. Nasceu em São Paulo, em 29 de julho de 1933. As informações estão no site do Comando de Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo.

Segundo o portal, o seriado “Vigilante Rodoviário”, era patrocinado pelos produtos Nestlé e o nome da série para a TV era para ser: “O Patrulheiro”.
O registro foi feito, mas pouco antes da data de lançamento, a Toddy (Achocolatados) estreou um seriado estrangeiro com o titulo “Patrulheiros Toddy”. Ary Fernandes, o criador e diretor da série “Vigilante Rodoviário”, conversou com Gilberto Valtério (Diretor da Nestlé) e sugeriu o embargo do seriado concorrente pelo uso do título registrado. Mas Valtério pediu um outro nome para evitar conflitos com a concorrente do mesmo segmento de mercado. E daí surgiu o nome que depois ficou muito mais famoso do que o da Toddy.
Segundo o site da PM, com o fim da série, em 1962, “Carlos foi convidado pelo então Comandante Geral da Força Pública General de Exército João Franco Pontes para ingressar na carreira de policial, pois para interpretar o personagem do Vigilante, ele tinha feito a escola de Policiais Rodoviários em Jundiaí. Depois de 25 anos na Polícia, e tendo feito todos os cursos na corporação, em 1998 passou para a reserva como Tenente Coronel PM RES”.
Fonte: iG


