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A história de Palmital também é marcada por diversos fatos políticos que marcaram o desenvolvimento do município. Além das ferrenhas disputas entre grupos políticos períodos eleitorais, há casos de vigilância sobre candidatos em períodos de ditadura e a chacina de 1922, um dos crimes políticos de maior repercussão na história da democracia brasileira.

O acompanhamento de políticos está registrado em material dos arquivos do Departamento da Ordem Política e Social (Dops), a temida polícia política dos governos ditatoriais que exerceu vigilância no município durante o Estado Novo (1937 a 1945) e teve grande importância na repressão aos ideais socialistas durante o Regime Militar, entre 1964 e 1984. Ninguém foi preso pelos órgãos de repressão, que buscavam coibir ideologias comunistas, mas havia fiscalização para saber o comportamento dos políticos de Palmital, que foram todos fichados.

O principal fato político da história de Palmital foi a Chacina de 1922, que atingiu grande repercussão na imprensa nacional. Na tragédia, ocorrida em 14 de dezembro daquele ano, foi morto em uma emboscada o coronel José Machado, candidato à eleição municipal. Ele foi assassinado juntamente com seis correligionários. A matança teria sido ordenada pelo adversário Cândido Dias de Mello, então favorito à vitória no pleito.

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