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“…aqueles que aprendem com o passado são os que menos cometem erros…”

 

Estuda o passado se queres prognosticar o futuro” é uma das mais famosas frases do filósofo chinês Confúcio, que viveu cerca de 500 anos antes de Cristo e já vislumbrava as experiências do pretérito como meio de construção do presente e de projeção do futuro. A afirmativa milenar, ainda muito atual e verdadeira, é comprovada diariamente pela comunicação e os registros que transmitem o conhecimento e o saber para as gerações futuras, que podem aprimorar e desenvolver outras técnicas e também novas experiências com base naquilo que já foi confirmado em estudos anteriores.

O domínio aprofundado da história, da vida pregressa e da sabedoria do passado e dos antepassados são importantes ao desenvolvimento das melhores experiências e para que se evitem erros, já que o progresso está diretamente ligado à continuidade e ao aprimoramento das práticas. As visitas aos museus, o estudo da ciência já consolidada e a evolução do saber são essenciais para a transformação permanente. Afinal, aqueles que aprendem com o passado são os que menos cometem erros e que com mais facilidade absorvem o conhecimento transmitido através dos tempos.

As experiências anteriores podem e devem ser valorizadas como meio de melhoria da cultura, do ensino e do saber e devem estar acessíveis a todos os interessados como mais uma ferramenta de aprendizado. Em Palmital, por exemplo, o único Memorial mantido em espaço próprio, que preservava a história pessoal e política do Patrono do Centro Cultural Antônio Sylvio da Cunha Bueno, foi desmontado há muitos anos, enquanto construções antigas e prédios históricos são demolidos ou descaracterizados, comprovando que estamos em débito para com o nosso passado e com a nossa história.

Para corrigir essa deficiência histórica, sugerimos que o prédio da Delegacia de Polícia, que será desativada, seja transformado no “Memorial Palmital Centenária”, um museu para abrigar imagens e documentos do passado e objetos de arte e do cotidiano de todas as épocas. No ano do Centenário do Município, seria um grande presente a preservação da memória e do patrimônio cultural da cidade, pois as antigas celas podem ser salas de exposição, com espaços para fotos antigas, instrumentos agrícolas rudimentares, objetos domésticos e de trabalho, entre outras antiguidades desconhecidas da maioria, incluindo no pátio um Memorial das famílias pioneiras de 1920. A Secretaria da Cultura de São Paulo certamente mantém programa para esse tipo de iniciativa.

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