MP denuncia por homicídio seguranças de clube suspeitos de matar advogado em festa de carnaval
Imagens de câmera de segurança podem ajudar a polícia a concluir causa da morte de advogado em Bariri
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Segundo a promotoria, os três homens cometeram homicídio triplamente qualificado por espancar a vítima com chutes e socos, inclusive na cabeça. Advogado morreu após ficar internado por nove dias.

O Ministério Público de Bariri (SP) denunciou três homens que trabalhavam como seguranças no Clube de Campo da cidade por homicídio contra o advogado Luiz Henrique Marques, de 51 anos. Ele morreu após ser agredido durante uma confusão em uma festa de carnaval no fim de fevereiro deste ano.

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor Nelson Aparecido Febraio Júnior, os três seguranças teriam cometido homicídio triplamente qualificado por cometerem o crime por motivo fútil, com meio cruel e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo o MP, a vítima se desentendeu com a ex-companheira durante o evento e acabou sendo retirado da festa pelos três seguranças. Já fora do clube, o advogado foi agredido com dezenas de socos e chutes, inclusive na região da cabeça, o que causou traumatismo cranioencefálico.

Luís Henrique Marques morreu na Santa Casa de Jaú no dia 3 de março deste ano — Foto: Arquivo pessoal

Luís Henrique Marques morreu na Santa Casa de Jaú no dia 3 de março deste ano — Foto: Arquivo pessoal

O caso

Na época do crime, a Polícia Civil abriu um inquérito depois que um amigo da vítima, que é médico, registrou um boletim de ocorrência questionando as lesões sofridas por Luís Henrique.

Segundo o registro policial, o médico relatou aos policiais que recebeu uma mensagem da ex-mulher do amigo, falando que ele tinha bebido demais e caído no clube de campo. Ele teve ferimentos na cabeça e foi levado para a Santa Casa.

Ainda de acordo com o BO, o médico estava de plantão no dia e foi visitar o colega, quando notou que as lesões não seriam causadas por uma queda, mas por agressão, e decidiu registrar a ocorrência. Após ficar nove dias internado, Luiz Henrique morreu na Santa Casa de Jaú.

Um segurança do clube relatou à polícia que o advogado estava bêbado e ameaçando a ex-mulher de morte. Por causa disso, os seguranças do clube o retiraram do local e, enquanto saíam, ele tentou agredir os funcionários. Nesse movimento, ele teria caído e batido a cabeça.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia nas investigações. Elas mostram um homem saindo por um portão. Na sequência ele é agredido pelas costas. Cambaleando, ele reage, mas é agredido por pelo menos três homens.

Outros dois observam o espancamento. Depois de levar vários chutes, pontapés e socos, o advogado cai desacordado e fica no chão. Os agressores ainda mexem nas pernas da vítima e observam que o homem está imóvel.

À época, o delegado Durval Izar Neto, informou que a equipe de segurança foi contratada para as festas de carnaval por uma licitação e que, se for constatada uma agressão, os seguranças poderiam ser punidos.

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