Pais de Miguel dizem que ex-patroa agiu com preconceito e pedem R$ 987 mil
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Os pais do menino Miguel Otávio Santana da Silva, morto em junho ao cair do nono andar de um prédio em Recife, entraram na Justiça exigindo uma indenização de R$ 987 mil da empresária Sari Corte Real.

A mãe de Miguel, Mirtes Renata Santana de Souza, trabalhava como empregada doméstica no apartamento de Sari, mulher do prefeito da cidade de Tamandaré (PE), Sergio Corte Real.

No dia 2 de junho, Mirtes deixou o filho com a então patroa e desceu para levar o cachorrinho da família para passear na calçada do condomínio. Em certo momento, o menino de 5 anos , segundo o relato feito pela família no processo, tentou encontrar a mãe, pois queria passear com o cachorro.

Sari, que estava fazendo as unhas, não o impediu de utilizar o elevador do prédio de 38 andares. Miguel acabou caindo de uma janela do nono andar.

Na ação em que cobra a indenização, Mirtes diz que Sari teria adotado outra conduta se no elevador estivesse alguma amiguinha de sua filha. “Jamais ela viraria a costas e voltaria para a manicure”, afirma a mãe na ação, assinada também pelo pai de Miguel, Paulo Inocêncio da Silva, e pela avó, Marta Maria Santana Alves, que também trabalhava para a família Corte Real. “Houve preconceito social.”.

Para os familiares de Miguel, a criança foi vítima da “impaciência, da superficialidade e da futilidade”. “Sobra paciência para gastar horas modelando unhas, porém falta paciência e tato para lidar com a birra de uma criança por apenas 10 minutos.”

MP também ofereceu denúncia contra Sari Corte Real Além do processo movido pelos pais de Miguel, Sari foi denunciada pelo Ministério Público sob acusação de crime de abandono de incapaz. Em caso de condenação, a pena prevista é de 4 a 12 anos de prisão.

FONTE:UOL

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