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“…Palmital é a cidade que está registrando menor crescimento nos últimos 20 anos…”

 

As projeções feitas pelo IBGE quanto à evolução das populações no Brasil indicam que nos últimos anos houve sensível redução no crescimento do número de habitantes, comprovando a menor taxa de fertilidade com menos filhos por casal. Segundo especialistas, quanto maior a informação das famílias, menor é o número de filhos. Entretanto, outros fatores alheios a essa tendência influenciam a diferença entre as cidades e as regiões. Em Estados populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro, o crescimento está se reduzindo, enquanto a região Centro Oeste, na fronteira agrícola, observa-se aumento causado pela migração.

O mesmo fenômeno se verifica entre as cidades, com variação acentuada dentro das mesmas regiões. Entre os quatro municípios da Comarca, por exemplo, Palmital é a cidade que está registrando menor crescimento populacional nos últimos 20 anos, enquanto Ibirarema lidera com índice significativamente maior. E como as pequenas cidades dependem essencialmente dos investimentos públicos, presume-se que está havendo menor participação da Prefeitura e do Estado no processo de desenvolvimento de Palmital, principalmente no setor habitacional e viário, principais atrativos para moradores urbanos e rurais.

A população é um dos componentes para cálculo de transferências de recursos governamentais e, assim sendo, quanto menor o número de habitantes, mais reduzido é o volume de verbas recebidas. Outros fatores que influenciam a receita das prefeituras são a produção industrial e as atividades comerciais e de serviços, assim como a produção agrícola, em cujo quesito Palmital consegue bom desempenho. Entretanto, como a indústria, o comércio e os serviços dependem do consumo da população, é preciso que a cidade tenha mais habitantes e com renda individual maior.

Além da falta de investimento comercial e industrial, as causas do menor crescimento populacional de Palmital podem ser a menor oferta de moradias populares, já que a cidade foi a última da região a conquistar núcleos habitacionais e a que menos construiu nos últimos anos, assim como a falta de vicinais pavimentadas, que garantem a permanência de moradores na zona rural com mais facilidade de deslocamento. A única vicinal construída no município nos últimos 60 anos liga Cândido Mota ao Paraná, sem sequer direcionar o fluxo para a zona urbana.

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