“Santos Dumont” faz vaquinha na internet para consertar 14 Bis após acidente
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O empresário Alan Calassa, de 57 anos, está fazendo uma “vaquinha” na internet para tentar reformar a réplica do 14 Bis que caiu durante uma apresentação em Bauru (SP), no dia 9 de junho. O valor estimado da reforma é de R$ 85,5 mil. O acidente aconteceu durante a manobra de decolagem de apresentação do 14 Bis em um evento aéreo que contava também com a participação da Esquadrilha de Fumaça.

Calassa conta que este foi o primeiro acidente “mais grave” do 14 Bis desde que a réplica foi concluída e começou a voar em apresentações ao público, em 2006. Nos outros incidentes, apenas algumas peças foram afetadas. “Não sofri nenhum arranhão, até porque o 14 Bis voa a uma velocidade máxima 45 km/h. Naquele momento [do acidente] eu devia estar a uns 18 km/h”, disse Calassa, que pilotava a réplica vestido e caracterizado como Santos Dumont.

Desta vez, porém, explica Calassa, as avarias foram mais sérias. Assim que caiu ao lado da pista do Aeroclube de Bauru, a aeronave teve a sua estrutura central partida em mais de um ponto. O empresário disse que a estimativa de custos para a reforma da réplica foi feita rapidamente e pode ser superior aos R$ 85,5 mil previstos. “Fiz as contas no calor do acidente, mas acho que vai passar bastante disso. Porém, se conseguir o valor da vaquinha, acredito que consigo colocar o 14 Bis voando novamente”, diz o empresário.

 

Calassa diz que não cobra cachê pelas apresentações, e apenas recebe valores referentes às passagens, hospedagem e alimentação. Ele afirma também que não possui patrocínios, a não ser o de uma empresa responsável pelo transporte da réplica, que é desmontada em cinco partes e transportada em dois caminhões. Até a manhã desta quarta-feira (19/06), a vaquinha na internet já havia conseguido arrecadar cerca de 15% (R$ 13 mil) do valor esperado.

BAMBU E SEDA

O 14 Bis criado pelo empresário goiano, morador de Caldas Novas, é feito como o projetado por Santos Dumont, com madeira e bambu. Calassa explica que estrutura é montada com madeira freijó, da Amazônia, e bambu do tipo cana-da-índia. A cobertura é feita toda com sede japonesa, impermeabilizada com fécula de mandioca, segundo Calassa, em um método semelhante ao “grude” usado na confecção de pipas pelas crianças.

 

Os cabeamentos são feitos com cabos de aço especiais, chamados de cordas-de-pianos, que são tensionados por esticadores. Calassa explica ainda que todas as cerca de 1,2 mil peças de encaixe são produzidas artesanalmente, uma a uma, justamente porque o bambu possui medidas e diâmetros variados.

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