Meio de transporte simples e popular, comum em países como a Índia, ainda é novidade no Brasil
O palmitalense Edilson Francisco Ramos, de 40 anos, é uma pessoa inquieta, criativa e de muitas profissões. Formado técnico em agricultura pelo colégio Prof. Luiz Pires Barbosa, de Cândido Mota, desempenhou inúmeras atividades, mas ficou conhecido como o precursor de um meio de transporte que está despertando curiosidade nas ruas de Palmital, o Tuk Tuk, que adquiriu recentemente.
Com inspiração indiana, o Tuk Tuk do Edilson é um triciclo nacional, fabricado pela Fusco-Motosegura, empresa com sede em São Paulo, do modelo Tiuí. “Na verdade, Tuk Tuk é um apelido do triciclo, que acabou pegando aqui em Palmital”, conta Edilson.
Trata-se de um triciclo com capacidade para até três pessoas e que tem como base uma motocicleta Honda 150 cc. No quesito segurança, o veículo traz freios a disco e cintos de segurança de três pontos para os ocupantes dos bancos traseiros e dianteiro.
Edilson, que já atuou em diversas áreas como servente de pedreiro, moto-taxista em Assis e delivery, conta os perrengues que passou. “Já carreguei pessoas positivadas (de Covid19), mas graças a Deus todos os meus testes até hoje deram negativos”, agradece.
Antes de se tornar conhecido pelo Tuk Tuk, Edilson trabalhou duas safras na Usina Enersugar. Ele fala com carinho de seus companheiros do turno B, apelidado de “Turno do Amor”. “Trabalhei as duas últimas safras na Enersugar, como operador 1, na moenda, onde as manutenções específicas eram passadas para o nosso horário. O nosso turno era o único sem reserva, com 6 pessoas, e uma delas revezando a folga”, contou.
Sobre a aquisição do Tuk Tuk, ele diz que se trata de uma ideia antiga, mas que antes foi estudar sobre as leis e regulamentações de trânsito, para depois dar início ao projeto.
O veículo foi adquirido de segunda mão, após dois anos de procura devido à sua raridade. Ramos conta ainda que só o transporte até Palmital custou cerca de R$ 2,5 mil, pois veio de Cassilândia (MS). Foram quase 20 horas de viagem. Segundo Edilson, quem possui esse tipo de veículo só aceita vender para adquirir outro mais novo.
Considerado como sensação nas ruas de Palmital, muita gente já conhece o veículo diferenciado transportando a população. “Eu tenho como objetivo carregar as pessoas por um preço acessível, sendo que minha meta é alcançar aqueles que não têm condições financeiras de pagar por outro meio de transporte”, enfatiza.
Edilson é cadastrado como MEI (Micro Empreendedor Individual) e possui alvará que o classifica como “subtransporte”, sobre transporte terrestre, e “transporte de passageiros”. Segundo ele, basta ter um veículo com placa vermelha, da categoria aluguel, para trabalhar na praça. “Que outros se inspirem como eu, e levem esse meio de transporte a lugares que ainda não tem”, finaliza.













