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“…iniciativas simples do poder público, de incentivar, divulgar e facilitar os investimentos em determinados setores…”

 

O projeto do governador João Doria, de dividir o Estado de São Paulo em regiões para incentivo a determinadas atividades produtivas e econômicas, aproveitando núcleos de produção agrícola ou industrial e de serviços já existentes, é uma forma inteligente de facilitar o desenvolvimento da produção e de aumentar a oferta de empregos. Em suma, a iniciativa nada mais é do que o aproveitamento da vocação econômica e empresarial de cada região, algo que acontece naturalmente graças aos grandes investimentos que atraem empresas satélites e transformam a cidade sede ou a região em pólo de determinado produto ou atividade.

São inúmeros os exemplos, principalmente no Estado de São Paulo, o mais desenvolvido da Federação. Os grandes polos são as indústrias automobilísticas das cidades do ABC, os centros de tecnologia e de fruticultura e floricultura da região de Campinas, que incluem Vinhedo, Valinhos e Holambra, o Circuito das Águas na região de Lindóia e também os polos calçadistas de Franca e Jau. Em escala menor, é importante lembrar os bordados de Ibitinga, os produtos e confecções country de Barretos, a linguiça e os embutidos de Bragança Paulista e até os polos universitários de Marília e Bauru.

Exemplo didático são os queijos Canastra de Minas Gerais, que já possuem selo de autenticidade e estão conquistando o mercado nacional. Com iniciativas simples do poder público, de incentivar, divulgar e facilitar os investimentos em determinados setores, de preferência naqueles já bem representados em cada cidade e região, é possível possibilitar o crescimento da atividade econômica e de geração de emprego e renda. A realização de feiras anuais dos produtos, de festas muito bem divulgadas e de fomento a novos empreendimentos são essenciais para melhorar o desempenho das atividades.

A escolha pelo Governo da região de Marília para produção de alimentos e bebidas serve muito bem à vocação industrial e agrícola de Palmital. Com tradição na produção de refrigerantes e cachaça, de alimentos à base de mandioca, agora também de banana e de doces, a boa experiência dos laticínios produzidos e da grande indústria produtora de amidos de milho, basta reunir investidores e buscar junto ao Governo o incentivo oferecido. Um projeto bem elaborado por especialistas e a reunião dos empresários do setor para aumentar e diversificar a produção de alimentos e bebidas pode ser a redenção econômica de Palmital. Basta tentar.

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