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Decepciono-me  com certos noticiários estampados nos jornais no dia a dia sem uma contestação de quem redigiu o texto ou fez a reportagem.  Jornalismo de má qualidade dá a notícia resumindo copiar o texto recebido das assessorias de imprensa, sem investigar se aquilo consultaria ao interesse do leitor. Caberia sim publicar o release, mas depois de uma apurada avaliação dos prós e dos contras das medidas anunciadas pelo governo. A quantidade de absurdos publicados na mídia não caberia numa simples crônica para exemplificar.

Vamos apenas a alguns exemplos. Certo jornal de São Paulo  noticiou que um projeto da prefeitura prevê a retirada de 700 árvores de origem australiana do Parque Trianon, em plena Avenida Paulista, porque estariam “sufocando” as árvores brasileiras do Parque. Seriam substituídas por outras espécies nativas. A notícia não questiona que até que as mudas destas novas espécies cresçam o parque ficará prejudicado em seu meio ambiente, piorando ainda mais a poluição na avenida mais movimentada de São Paulo. O Parque Trianon é uma reserva florestal de mata atlântica. O absurdo é a prefeitura querer “nacionalizar” o arvoredo do parque. Seria cômico se não fosse trágico

Outro exemplo de jornalismo não investigativo cujas matérias não passam de cópias de releases recebidos das assessorias de imprensa do governo foi destaque na área tributária. Diz a matéria que o presidente Jair Messias Bolsonaro estuda diminuir impostos de celulares e computadores. O autor da matéria não pesquisou que em vários países do mundo  remédios são isentos de impostos a fim de baratear o preço dos medicamentos. Não questionou que no Brasil os preços dos medicamentos sobem todo mês, por causa da tributação. Não lembrou que os pobres não podem mais adquirir medicamentos de uso contínuo devido ao alto preço dos remédios. Deveria, na matéria, lembrar que graças ao ex-ministro da Saúde, José Serra, foram criados  os remédios genéricos que possibilitam um preço mais justo, principalmente para os pobres.

Apesar disso o Governo quer diminuir o imposto de celulares e computadores. De novo  –  seria cômico se não fosse trágico.

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